Eu desde pequena sempre tive um certo encanto por coisas que ninguém ligava, sempre me compadecia por situações que ninguém nunca deu a mínima.
Quando eu era criança, eu amava ouvir o meu pai tocar piano nas madrugadas quentes da cidade onde nasci, estranho né? Porque quase ninguém gosta de ser acordado de madrugada com "barulhos", mas pra mim acordar ao som de Chopin ou Beethoven era a melhor coisa do mundo, eu me sentia a criança mais feliz que se possa imaginar e eu ficava ali olhando os lindos dedos de meu pai deslizar sobre aqueles teclados, com a sua barba grande e branca. Quando chovia eu corria pra janela no apartamento e ficava pegando chuva no rosto. Eu gostava de ir a praça estourar bolinhas de sabão e sentar na frente dos músicos que ficam perambulando por lá pra ganhar um dinheirinho extra, eu não tinha muitas, mas sempre coloquei todas as minhas moedas no chapéu deles. Me lembro que uma vez eu dei todos os meus 10 reias (na época 10 reais era muito dinheiro) que era pra semana toda pra eu gastar na cantina da escola pra uma senhora que me pediu dinheiro pra comer, minha mãe surtou!! Até hoje quando tenho a oportunidade gosto de enfiar minha mão dentro de um saco de grãos ou ficar amassando folhas secas. Eu amo olhar as estrelas, observar os insetos e isso é uma das poucas coisas que pude trazer da minha infância para a minha fase adulta. O vento, as vezes é o meu melhor amigo, gosto quando ele bate no meu rosto, me sinto tão livre! Eu tinha medo de cachorro, mas eu os amava tanto que eu ficava tão triste por ter medo deles e eu não sabia como isso era possível, até que um dia ganhei a minha primeira cadelinha, um poodle, se chama Lavigne. Desde então todo o meu medo se transformou em mais amor.
Ah, o amor...Eu sempre um fui um vaso que transborda amor, eu sempre amei e amo demais tudo aquilo que me faz feliz e muitas vezes sou julgada por isso, mas acredito que o amor tem dessas coisas mesmo, acredito que mesmo que eu esteja certa não vai me tirar um braço se eu ceder. O amor é tão bonito, tão puro, não importa pra onde ele esta destinado, seja pro seu pai, sua mãe, seus irmãos, seu namorado, seu cachorro, seu vizinho. Não importa!
As vezes sou tão incompreendida pelas pessoas por ser assim, mas se ela soubessem a metade de coisas que se passa dentro dessa cabeça dessa pseudo poeta, elas viriam junto comigo.
Au revoir